Boa tarde, Brazel! Já começo aqui me sentindo culpada porque furei o BEDA por dois dias e sinto que perdi 1 ano de leituras de posts.
Também não tive tempo de acompanhar as conversas no grupo, então essa semana parece que eu rodei a pirueta e agora tô que nem barata tonta tentando andar em linha reta e seguir meu caminho.
Algumas coisas que aconteceram esta semana:
Segunda-feira:
Dia de reuniões e terapia, eu zero motivada com a vida pois esse dia me traz a lembrança de alguém querida. Nada sobre esse dia foi muito além do que já contei aqui.
Terça-feira:
Francisco e eu partimos numa mini-aventura a dois para Haia na Embaixada Italiana para fazer os documentos dele e renovar meu passaporte e carta de identidade. Deu tudo certo, apesar da minha ansiedade ter me feito checar os documentos umas 30 vezes e ficar com medo de esquecer algo, já que leva 1h para chegar lá de carro e foi difícil achar um horário disponível.
Cheguei umas 13h e tantas em casa, Francisco não dormiu uma boa soneca na volta no carro e ficou manhoso o resto do dia, e o trabalho deu uma esfriada, já que tivemos umas coisas “adiadas”/ outras estão em espera ou uma galera entrou de férias.
O resto do dia foi ordinário, tínhamos janta já pronta (burrito no wrap). Depois fui para o computador, deitei na cama bem tarde e ainda fiquei toda capenga com um bebê que acordava mais que o resultado da Telesena.
Quarta-feira:
Pega essa cena: Vinicius não foi trabalhar nesse dia, a noite foi aquela balada de consolar neném chateado. Francisco acordou 7h e tantas, olhei no celular bem rápido, era 7h40 e tentei voltar a dormir um pouquinho enquanto ele brincava na cama…Até que depois de uns minutos, vi o relógio batendo 8h e me veio um estalo: era dia de vacina da cria! E estava marcado para 8h15. Caceeeeteeee.
Acordei o marido correndo quase no grito, e o que se seguiu foi uma cena de missão impossível de um pai e mãe quebrados pegando a primeira roupa que viram pela frente, enfiando um pão na mão da criança e saindo correndo pro carro. Seria a segunda vez que a gente se atrasava, e da primeira a causa era realmente um problema no trânsito e quase se recusaram a atender o Francisco.
Tive um ataque de riso no carro pensando na gente chegando lá com aquele bafo matinal, tudo descabelado, Francisco só de body e fralda. Que espécie de pais eles iam pensar que a gente é? ![]()
Dessa vez, por sorte, como ainda é temporada de férias nós chegamos no local e ele estava vazio. Vacina dada, tudo certo, né? Só que não.
A essa altura só pelo jeito que dormimos e acordamos eu já tinha perdido as esperanças de poder ter um dia mais “produtivo” na quinta-feira do escritório. E depois, adivinha? Constatamos que o Francisco pegou um vírus mão-pé-boca (ao que tudo indica, inclusive a mensagem da creche na semana passada). Isso explica bastante porque o sono dele andava quebrado, e finalmente deu pra entender que na verdade ele estava com uma afta do tamanho da Rússia na língua. Puta dó. ![]()
Com o pai em casa, tive um pouco mais de suporte para fazer as coisas durante o dia. Liguei na médica para saber se tinha algo que poderíamos fazer para aliviar os sintomas do vírus…e não tem muito o que fazer além de dar um paracetamol e orar pra passar. Comprei um gel para afta, mas seria impossível aplicar da forma certa nele.
E aí mesmo com todo esse rebuliço não paramos nem 1 minuto para descansar, porque ainda estamos numa bagunça de mudança de quartos e do meu escritório. Eu dei um pulo na Ikea para pegar umas caixas organizadoras para dar conta de parte da zona que se instaurou entre os quartos, com roupas e acessórios de escritório pra tudo quanto é lado. E tudo isso sabendo que não teríamos a melhor das noites.

Lembro que pelo menos depois da janta consegui tricotar um pouco do gorro que estou fazendo pra minha amiga. ![]()
E, veja bem, minha cabeça estava tão pra lá de Bagdá que eu nem sabia que ia rolar um eclipse solar histórico e que daria pra ser visto aqui dos Países Baixos. Quando coloquei o Francisco para dormir, o Marido já estava lá no terceiro andar, tentando assistir o espetáculo com óculos de sol e pelo reflexo do vidro e tirando umas fotos com celular.
Eu acompanhei em parte, porque mesmo vendo pelo reflexo os olhos doíam. Aliás, vi depois que por causa desse eclipse muita gente foi parar no hospital. Ô, gente, não pode olhar pro sol assim, não! O que deve ter tido de loja picareta vendendo óculos que não protegia de verdade…

Quinta-feira:
Esse dia fez 199 graus lá fora. Decidi ficar trabalhando de casa pra observar o pequeno, que estava com dificuldade para mamar e comer. Nada de creche.
O dia de trabalho fluiu “ok”, já que tirei o tempo para fazer umas tarefas operacionais de baixo esforço mental, e com o time já avisado tentei levar um dia mais tranquilo. Em alguns momentos o Francisco brincava enquanto eu conseguia focar na tela.
Depois, aproveitei para organizar ainda mais coisas no guarda-roupas do novo quarto do Chico, e transferir as toalhas e roupas de cama para um armário embaixo da escada que tem no nosso quarto de casal.
Durante a noite, tive que subir pra minha mesa pra finalizar uma coisa ou outra do trabalho, era umas 21h ou quase 22h quando comecei e não consegui terminar porque Francisco acordou pela 3ª vez. Aí estava morta de sono e decidi ficar com ele. Mas ele tinha outros planos.
Entre 23h e tantas até quase 00h ele não acalmava. Mandei para o pai. Ele ficou lá uns 40min também e voltou: nada do neném pegar no sono. A cena cômica foi eu ter acordado do nada numa parte da madrugada com ele dormindo no tapete do lado da cama (que fica no chão). Eu provavelmente adormeci pouco antes dele, ou ele se remexeu todo até ir parar ali na beirinha.
Tudo certo, peguei ele, botei do meu lado e seguimos…
Sexta-feira:
200 graus lá fora. Uma seca do agreste essa Holanda.
O marido em casa garantiu um pouco mais de paz para lidar com o neném. E como a madrugada não foi fácil, quando deu 7h e Francisco despertou, despachei ele para o pai e dormi até 8h30. Delícia.
Tive a manhã quase toda livre para trabalhar e resolver outras coisinhas. Desci só para dar almoço e colocar o Chico pra dormir e depois voltei pra minha mesa.
No fim da tarde quando terminei as minhas reuniões, fomos até a Ikea (de novo), dessa vez para pegar o guarda-roupas e constatar que ele não caberia no carro, então pedimos para entregarem em casa.
Voltamos só com uma gaveta e um sonho mesmo.
Chegamos mais de 18h em casa, então foi a correria de dar comida para a Milka, soltar ela pro cocô e xixi e dar janta pro Francisco – que dessa vez comeu melhor! Subimos os três para o nosso banho de rotina da noite: aqui quem dá o banho 99% das vezes no Chico é o pai, eu sempre espero para pegar ele para vestir e depois entrar no banho enquanto os dois vão para o quarto ler um livro.
Depois, eu chego para amamentar e, se temos sorte, ele dorme mamando. Hoje não demos sorte, mamou, queria saçaricar pelo quarto, então tive que pegar no colo e balançar.
Quando desci, nosso prêmio da semana estava esperando: pedimos sushi. Vinicius fez um coquetel de Mai Tai para a gente e jantamos enquanto assistimos Pesadelo na Cozinha, cujo episódio estou terminando de assistir enquanto termino de digitar esse post.
E foi isso. São 22h51. Eu tentei escrever esse post em 15 minutos para completar mais um desafio da semana no BEDA do Entreblogs, mas falhei miseravelmente e além disso o vilão já tá morto e enterrado, coitado. Incrível como tive que narrar só cinco dias que acabaram de passar e ainda assim tenho dificuldade de lembrar as coisas. Perdoem a mãe privada de sono aqui! ![]()
- [x]Remédio
- [x]Leitura
- └─ 1%...só deu assim.
- [x]Memória
- └─ Francisco aprendeu a fazer high five! 🙏
- [x]Compromisso do dia
- [x]Desafio enfrentado do dia
- └─ Consolar e alimentar um neném com dor


3 comentários
Eu não perdi um único dia do BEDA até aqui. Deveria apagar isso antes que o Universo ouça-leia e resolva atrapalhar meu segmento. Nossa! Eu tenho acompanhado o calor europeu e estou preocupada com o calor dos trópicos. Aqui em São Paulo fez 29 graus na tarde de ontem, em pleno inverno e agora temos 21 graus (passa das seis horas noturnas).
A semana foi corrida, não sei para onde foi, mas eu costurei um livro. É nessa hora que eu dou risada porque preciso tramar um plano para me reorganizar antes que seja natal. aff
Que formato bacana de post!
E gente, que doideira essa rotina com bebê…
[…] ler e comentar quando dava (nem todo blog aceitou meu humilde comentário…). E me deparei com um post da Adeline Daniele, no qual ela faz um relato sobre a semana. Achei sensacional e resolvi imitar. Meu texto não vai ser dos melhores, que hoje não estou bem. […]