Aleatoriedades
Ia vir aqui fazer um post de atualizações blogoríferas – parte 3 com um tutorial e download do plugin que criei para Fotolog no Wordpress, porém como estamos com muitos despertares do Chico por aqui, vou deixar para amanhã e só marcar presença com um status bem mequetrefe. Bjs!
- [x]Remédio
- [x]Memória
- └─ Francisco fazendo high five com os amiguinhos da creche antes de ir embora
- [x]Compromisso do dia
- └─ Ia de presencial, mas não deu
- [x]Desafio enfrentado do dia
- └─ Ler, preciso ler meu livro que tô atrasada no clube!
- [x]Tricô
- └─ Tricotei os dois projetos
Me diz: há quanto tempo você faz o que faz, e por quanto tempo pensa que gostaria de continuar nessa atividade? Meu marido esteve se questionando sobre até onde ele seguiria na profissão atual esses dias, e eu vez ou outra também penso sobre isso.
Embora não exista prazo claro de validade, e independentemente da fase profissional que a gente vive – boa ou ruim – uma coisa é certa: com o tempo a gente vai mudar de opinião, de endereço, de vida, de cabelo, de emprego e até de profissão.
E é interessante pensar no tempo como essa espiral em que a gente começa num miolo sem experiência nenhuma, com um escopo de atividade bem limitado, e vai expandindo, expandindo, até que um dia a gente olha para quem era lá no início e pensa: véi, olha só quantos km já rodei de experiência. E a nossa tolerância em lidar com os baques profissionais também se expande. Tipo: olha só pra essa tonha preocupada em uma demissão num estágio arruinar a carreira dela…
Sei que é fácil olhar para as coisas agora, muito mais madura e mais velha e dar menos importância para percalços pequenos da vida – ainda mais quando se trata de trabalho, que não deveria ser a coisa mais importante na vida de um ser humano, embora seja para alguns por caso de extrema necessidade.
Acontece que esse tipo de reflexão eu gosto de fazer especialmente quando quero acalmar os novatos que entram no mercado de trabalho e se sentem ansiosos quando passam pelas primeiras entrevistas, empregos, frustrações ou demissões. Eu geralmente penso que se a gente vive até uns 80 anos ou mais (com sorte e boa saúde), isso significa pelo menos uns 60 anos de trabalho se alguém inicia a vida profissional aos 20 anos. O que são aqueles dois, três anos dentro daquela empresa que você não gostava tanto perto desse tempo?
Pois bem, voltando ao assunto “por quanto tempo nos vemos fazendo o que fazemos”: o consenso geral que vi por aí é de que a gente vai passar por 5 a 7 carreiras ao longo da vida (se eu fui de jornalismo para marketing primeiro fazendo conteúdo, mas depois entrei no mundo do SEO, eu estou na segunda ou terceira?). E esse dado não muda em nada o que eu já penso, só que agora a gente tem um agravante que tem acelerado a nossa busca por mudanças: a inteligência artificial.
Já faz uns anos, mesmo antes das primeiras ferramentas de IA surgirem, tenho notado como a minha forma de atuar na minha área mudou. Minha rotina tem sido muito mais ligada a gerenciamento de projetos, estratégia, monitoramento e curadoria de soluções feitas por IA do que o velho “mão na massa” técnico de SEO (para quem não conhece: Search Engine Optimization / Otimização para mecanismos de busca é uma área dentro de marketing / produto nas empresas que foca em aquisição de tráfego orgânico – ou seja, de graça, sem pagar nada em publicidade/ anúncios).
E eu acho isso ótimo! Sigo gostando dos meus projetos, de implementar novas ideias e tô amando me sentir hacker explorando formas de lidar com dados e códigos com IA para criar coisas que antigamente só um engenheiro poderia criar (e num ambiente corporativo, adicione umas 10 camadas de revisões, ciclos de validação, etc. até um consumidor ver a cara desse produto). Mas, com esse alvoroço nas tecnologias, fico sempre com aquela pulga atrás da orelha pensando “e se por um acaso esse barco virar, pra qual ilha eu vou nadar?”
Ansiosa que sou, especialmente depois de ter aprendido com umas bicudas da vida, eu sempre fico refletindo em quais serão os planos B, C e D… E na época em que estudei jornalismo parecia mais fácil porque eu sempre soube que poderia ampliar para relações públicas, marketing, comunicação interna, conteúdo… Já hoje, eu sinceramente não sei o que mais gostaria de fazer.
Quando eu tento imaginar 10 anos a frente, com um filho que estará na pré-adolescência, as vezes penso: “eu vou estar falando de tráfego e visibilidade orgânica na internet ainda? Será que ainda vou ter um emprego estável? Vou estar ganhando bem? Vou precisar trabalhar muito mais horas para alcançar coisas maiores, vou ser líder de alguma coisa?”
Nessa rodinha de hamster do capitalismo, quem eu vou estar tentando impressionar pra ganhar meu pão? Em quem vou me inspirar? Porque é isso, né? A gente em começo de carreira olha pro profissional mais sênior e pensa: esse aí sabe o que tá fazendo, preciso chegar lá, conquistar essa pessoa para crescer e tals… E no fim o coitado tá lá só tentando sobreviver a uma videochamada sem prestar atenção em nada.
Bem, não escrevi isso tudo para chegar numa conclusão ou um plano…Gosto de deixar essa pergunta – a do título – em aberto. Desculpa se você chegou até aqui pensando que teria alguma resposta! haha Tem dias que eu só vou brisar do nada, mesmo. Igual fiz esses tempos quando militei sobre maternidade e carreira.
O que eu sei é que infelizmente nesse caso existe muito pouco controle que a gente pode ter sobre como tudo o que está acontecendo vai influenciar na nossa vida.
É viver (e trabalhar) um dia de cada vez, mesmo. E confiar que eu vou saber o que fazer quando a mudança (seja ela um robô ultrassônico ou só mais um layoff) bater na porta. 10 anos à frente quero lembrar desse post e – quem sabe se esse blog estará inteiro até lá – gostaria de atualizá-lo com o que aconteceu de verdade. ![]()
- [x]Remédio
- └─ E hoje ainda peguei mais uma leva até o fim do ano
- [x]Leitura
- └─ Li mais 5% hoje!
- [x]Memória
- └─ Francisco empolgadíssimo para terminar o iogurte e segurar o potinho para a Milka lamber o resto.
- [x]Desafio enfrentado do dia
- └─ Uma automação que fiz no trabalho estava mais travada hoje, então demorei para alcançar o resultado desejado...
- [x]Tricô
- └─ Dois dias de abstinência e hoje consegui mexer na minha blusa e no gorro por alguns minutos
Eu já passei por diversas fases de consumo: a de comprar por impulso, de ter coisas baratas em mais quantidade por achar que seria mais útil, de não comprar nada porque fiquei dura pra c*r@lh0… Até chegar no estado atual, que é: priorizo qualidade, durabilidade e usabilidade, mas também me dou o direito de comprar algo quando me agrada o suficiente porque eu posso.
E ao longo desses anos, tem itens que eu sempre olho quando vou usar e penso: taí…taíii um bom uso do meu dinheiro suado! Seja em reais ou em euros, vou listar aqui alguns dos surtos consumistas que até hoje valem a pena e eu compraria outras mil vezes.
Kindle / leitor digital

Meu primeiro Kindle Paperwhite foi comprado em 2016, quando a gente tinha acabado de se mudar para Portugal e eu não tinha como ficar carregando livros físicos com tanta mudança que tivemos. Esse bixim foi meu companheiro demais por todos os lugares que viajei e no transporte coletivo para o trabalho.
Eu tenho certeza de que não teria tido acesso a tantos livros e lido tanto quanto consegui ler nos últimos anos sem ele, então: palmas pra esse gadget que ajuda a gente a carregar conhecimento de uma forma tão leve e fácil.
Quase 10 anos depois, ganhei do marido um novo modelo do Paperwhite – o normal, porque pra mim não faz diferença o colorido, que foi o que dei de presente de Natal para ele no ano anterior. Continuo tendo minhas principais leituras nele e sigo apaixonada. ![]()
Processador de alimentos

Esse guerreiro da Kenwood tá comigo desde 2018. Eu sempre via milhares de receitas na internet em que se pedia para processar alguma coisa, ou precisava ralar algum vegetal ou queijo…E lembro de pensar se aquilo viraria um trambolho em casa sem uso. Ainda bem que não me enganei, porque continua sendo um dos itens mais valiosos aqui em casa. Vira e mexe quando pego ele eu falo “essa aqui é uma das melhores compras que fiz pra casa”.
Eu uso para fazer molhos e patês, desfiar frango, ralar queijos, bater massas diversas ou até para bater clara em neve. Absolutamente todos os utilitários que vieram junto com ele, inclusive o liquidificador (que bate o meu maravilhoso bolo de cenoura), são usados com bastante frequência. 11/10
Panela de pressão elétrica
Eu cozinho desde os 11 anos de idade, mas pra ser sincera só fui ter coragem de controlar uma panela de pressão com mais de 30 anos – e a elétrica ainda por cima! Quando estava na pira por fazer mais pratos vegetarianos e para o inverno, a Instantpot veio demais a calhar! Até macarrão já fiz com ela (mas essa é difícil de acertar o ponto).
Robô aspirador que passa pano
A gente já tinha um aspirador robô da iRobot em casa, mas ele nem sempre dava conta do andar de baixo e uma coisa que sempre incomodava a gente eram as marcas da pata da Milka no piso escuro – então sempre precisei passar pano com produtos para dar uma amenizada.
E aí em 2024, quando estava grávida, já fiquei de olho numa opção de robô que passasse pano para ser minha maior rede de apoio de limpeza. Vi um modelo da Roborock (S8 Maxv) em promoção de Black Friday e comprei como se fosse item de enxoval. E ainda bem que comprei! Essa é uma que até o marido fala: “é uma baita ajuda, né”.
Foi tão bem adotada que a gente chama ele de “Estelle”. O único defeito desse e de qualquer robô aspirador é que para ter uma boa limpeza precisamos sempre levantar alguns itens do chão e mapear as regiões direitinho. Mas aí a gente escolhe a humilhação que vai passar, né? A de tirar as coisas do caminho, ou varrer e passar pano em tudo com as próprias mãos. ![]()
Teclado mecânico
Eu tô aqui tentando lembrar quando foi que eu me interessei em comprar o meu primeiro teclado mecânico. Acho que foi quando eu ficava pegando inspiração no Instagram e Pinterest para decorar meu escritório quando ele ainda tinha um “quarto só dele”, e aí comecei a ver esses itens nas mesas.
Só sei que um dia, do nada, pedi um Epomaker TH80 Pro Monet – com as teclas num tom pastel clarinho lilás e bege. Cometi o erro de primeiro pedir um em modelo ISO – o que pra mim até hoje é o esteticamente mais bonito, porém eu já tô acostumada demais com teclados ANSI – mas depois pedi o correto e ele segue comigo desde então.


Há algumas semanas eu resolvi dar um “up” nesse game porque queria um teclado com teclas numéricas para lidar melhor com as planilhas e coisas gerais do trabalho, foi uma saga (acho que contei um pouco sobre aqui).

No fim, mantive o Epomaker Galaxy 100 e hoje em dia já alterei os switches para os silenciosos e personalizei as teclas com um kit da Dojodojo. Tô digitando nele exatamente agora, inclusive, e é como estar nas nuvens.
Mesa elétrica com regulagem de altura
A história que tenho com meu escritório em casa é longa e ainda vou contar em detalhes aqui – em 4 anos morando na mesma casa ele já mudou umas 6x de lugar e de móveis em geral, mas dos itens que peguei tem um que eu não abro mais mão: a mesa elétrica com regulagem de altura. Peguei a Flexispot E7H numa promoção junto com o tampo branco de 140x80cm e uma cadeira.
Meu marido nunca gostou muito do tamanho dela (pois a profundidade realmente era grande), então esse ano quando vim dividir o escritório com ele, eu só precisei trocar o tampo por uma de 120x60cm.

E o motivo para eu gostar tanto dela nem é porque dá para enfiar uma esteira e ficar caminhando enquanto trabalho (sério, quem faz isso??), e sim porque com o Francisco em casa ela me ajuda a continuar trabalhando mesmo quando eu preciso ficar praticamente no chão dando atenção pra ele, já que ela chega a uma altura mínima de 54cm.
Ou em outros momentos, quando ele vem com os bracinhos xeretas tentando pegar alguma coisa, eu consigo subir e impedir que ele aperte meu teclado e dispare mensagens aleatórias para meus colegas de trabalho. E, sim, é óbvio que isso já aconteceu.
Bolsas organizadoras para mala de viagem
A gente viaja com uma certa frequência, o que pra mim é o suficiente pra sempre pensar em como facilitar ao máximo a organização das malas e a logística de tudo. Como hoje em dia mesmo em voos intercontinentais não tem como despachar mala gratuitamente, todo ano a gente tenta ao máximo economizar nisso e literalmente SOCA e espreme tudo nas malas de mão (e no máximo paga para despachar 1 mala pra família).
Por isso, essas bolsinhas que “encolhem” de tamanho para colocar em mala de viagem funcionam muito bem pra mim, além de ajudar a manter os itens da mala organizados por categoria: roupas íntimas, camisetas, calças e vestidos, etc. As que eu comprei são essas da TravelDude feitas com plástico reciclado de garrafas, mas tem zilhões de marcas e modelos por aí.
Outras categorias de compras que vale mencionar:
Colchões de qualidade e separados para casal: em 2020/21 resolvi investir numa nova cama para a gente pois a Milka tomava todo o espaço da nossa de 140×200. Além disso, quando o marido mexia do meu lado, eu sentia todo o abalo císmico e despertava também. Resolvi que nossa própria cama seria estilo de hotel: com dois colchões menores em vez de apenas um e decidi pelo tamanho de 180×200 (se pudesse, pegava até maior hahaha).
Até hoje depois de ter trocado eu não sei como a gente dormia numa cama tão pequena. Um belo dia nós visitamos lojas, testamos uns modelos, eu pedi o colchão online e uma base de madeira. Custou meio caro (como qualquer colchão bom) e é a cama mais confortável e espaçosa que já tive.
Eletrodomésticos e utilitários de marcas confiáveis: além de uma lava e seca ser ultra mega útil e quase indispensável para quem vive em país frio onde só chove, quando nosso forno pifou ano passado, por exemplo, resolvi que iríamos iniciar nosso sonho de ter uma cozinha *toda* da Miele aos poucos. Começamos pelo combo microondas-forno. Único erro, talvez, tenha sido pegar um modelo sem a alça para abrir a porta (ela abre por um botão touch ou puxando a borda), mas esteticamente ficou ó: bonito dimais!
Equipamentos eletrônicos: eu não sou chegada em itens de luxo de moda em geral, porém quando o assunto é equipamento de trabalho eu não brinco. Eu trabalho com isso o dia todo, então estar confortável com a minha tela, meu mouse, teclado, com a velocidade do meu laptop e os recursos visuais do meu sistema operacional é algo imprescindível.
Cabei!
Me conta se você também tem alguma lista de surto consumista que vale a pena, ou se existe AQUELA COISA que você uma vez gastou muito dinheiro e hoje segue com ZERO arrependimentos.
Talvez um dia eu faça uma lista assim mas com cosméticos e outros itens que consumo. E em breve quero listar também as coisas do enxoval do Francisco e que compraria outras mil vezes. O mercado infantil é uma selva e eu aprendi um pouco com isso. rs
Fiquem com meu status do dia mixuruca- pois hoje foi mais corrido – e até mais!
- [x]Remédio
- [x]Leitura
- └─ Colocando aqui pois antes de deitar quero ler pelo menos 10 minutos!
- [x]Memória
- └─ Conversas sutis no trabalho que me fazem pensar "kerelhown, como virei uma pessoa experiente em certos assuntos"
- [x]Compromisso do dia
- └─ Dia mais corrido de presencial + baby na creche
- [x]Desafio enfrentado do dia
- └─ Deixar meu pequeno na creche
Sempre que me perguntam “quais são os seus [x] favoritos?” eu me embolo toda.
Já tive, sim, algumas listinhas de coisas aleatórias – tipo atores/ atrizes favoritos, cantores, etc. -, mas já faz uns anos que raramente consigo escolher um posto definitivo para cada coisa.
Não sei se é a lua em libra ou sol em peixes, mas me dá uma baita dificuldade de escolher e distribuir o pódio mesmo pra coisas bestas.
Além disso, minha memória não anda lá essas coisas, então se em um minuto eu decido que tal filme é o meu favorito, no seguinte eu lembro de outro que assisti há muito mais tempo e fico “ah, poxa, como não lembrei desse.”
Então, eu posso até listar uma coisa aqui e acolá, mas com a enorme possibilidade de que vou mudar tudo dali um tempo. Enfim, ainda bem que nenhuma competição por aí depende das minhas capacidades de escolha! Haha
Dito isso, vou botar aqui de forma desordenada umas coisas simples que me fazem feliz ultimamente:
- Redigir um post para o blog na calada da noite, quando todos dormiram no meu teclado silencioso (ou pelo celular, como estou fazendo agorinha)
- Ver um plugin que idealizei e pedi pro Craudio fazer dar certo e ficar do jeito que eu queria
- Teclar e fuçar nos switches e teclas dos meus teclados
- Tricotar
- Tricotar várias rodadas seguidas e sem errar
- Ir ao encontro do Francisco assim que ele acorda da soneca – num tem coisa mais gostosa que neném recém acordado de uma boa soneca, todo amassadinho, molinho e sorrindo pra você como se tentasse lembrar seu nome
- Tomar café da manhã (se for de hotel, melhor ainda) – a minha frase para isso é: a gente nunca sabe como vai ser o resto do nosso dia depois de acordar, mas pelo menos pode garantir que ele vai começar BEM
- Quando tem panqueca pro café da manhã (feito por mim ou a versão do mercado)
- Pedir sushi numa quinta ou sexta-feira à noite depois do neném dormir e assistir Million Dollar Listing enquanto a gente come
- Estar no escritório e ver que meu filho está feliz e dormindo sua soneca normalmente na creche – é o eterno “amo estar com meu filho mas também amo ter um tempo pra mim mas só se ele estiver bem longe de mim e ainda assim fico na culpa, mas feliz”
- Encontrar em alguma leitura um ponto-chave ou ideia que libera várias outras ideias na minha cabeça – daí bate um baita hiperfoco e listo várias coisas. Nem tudo vai pra frente, mas ajuda a manter a motivação…
- Viajar em família e levar a Milka – quando vamos de carro para algum lugar é o caos no banco de trás, mas estar juntos é o que importa
- Ir na Ikea (bônus: e almoçar por lá)
- Ler um romance bem viciante que me faça ficar presa na história
- Ler quadrinhos antes de dormir e adormecer rápido – acalma, que é uma beleiizaaa!
- Pegar o Francisco no colo e sentir ele se agarrar em mim pra um abraço gostoso
- Ver o Francisco brincar e aprender coisas novas
- Qualquer coisa que o Francisco faça, praticamente. Pqp, eu amo ser mãe desse querido!
- Quando eu consigo me exercitar ou completar mini metas diárias de autocuidado
- Quando uma reunião chatona é desmarcada da agenda do trabalho
- Honestamente, quando o meu salário cai e consigo guardar uns tantos na poupança e bancar meus luxos. Moro longe demais da família, então encontro alívio as vezes fazendo “shopping therapy” as vezes kkkk

E por falar em Brésil…
A lista das coisas simples que me fazem feliz, mas que estão em falta no momento, pois: imigrante
- Estar com a minha família no Brasil
- Comer mamão papaya com café (raro achar mamão aqui e nunca compro, pois: caríssimo)
- Comer pão francês
- Bater perna com a minha mãe no centro da cidade, passar na banca de jornais e pegar cruzadinhas e gibis da Mônica
- Visitar papelarias – aqui tem, mas é difereeente rs
- Visitar padarias – não e comum aqui e nem vende as delícias brasileiras, só aqueles pão escuro e duro de longa fermentação e umas torta nadave
- Tomar açaí com leite ninho e banana na rua de trás de casa
- Misturar a pipoca do Cinemark + Talento
- Comer a comida dos meus pais – vale tudo: desde arroz com feijão até coxinhas, camarão na moranga, churrasco, maionese, esfihas e outras coisas que meu pai inventa
- Comer a comida da minha terrinha
- Apreciar o verde, os morros e serras do litoral e de Minas Gerais na estrada – depois de viver num lugar entediadamente plano e sem montanhas, você vai entender!
Por hoje, é isso que temos! Tô terminando esse post com muita fome depois de lembrar de tanta comida e são 23h e amanhã é dia de presencial.
- [x]Remédio
- └─ Jantei e já tomei!
- [x]Exercício físico
- └─ Cerca de 25-30 minutos!
- [x]Leitura
- └─ Confesso que hoje foi tipo 1%
- [x]Memória
- └─ Francisco aprendeu a pegar o papel higiênico e a fingir que está assoando o nariz para me imitar. Haja papel!
- [x]Compromisso do dia
- └─ Mudar o meu escritório para o andar de cima
- [x]Desafio enfrentado do dia
- └─ Subir umas pencas de coisas para o último andar da casa sem quebrar nada
Me desejem sorte!

Aproveitar a minha entrada no Entreblogs pra fazer uma coisinha gostosa de blog que é seguir uma “corrente”. rs Veja mais posts sobre o tema #14 do mês de junho da blogagem coletiva aqui. E bora partir pra lista logo porque eu já escrevi demais:
#1 Eu gosto de comer o doce antes do salgado
Segundo meu marido, eu conto isso com maior orgulho, mas não é nada de mais! Haha Eu não sou de comer sobremesa, nunca fui acostumada com isso e até hoje minha preferência é pelos salgados. Porémmm, quando eu como algo doce, logo depois me vem uma vontade doida de comer coisas salgadas. Inclusive, uma das coisas favoritas que eu amava fazer nos cinemas do Brasil era pedir pipoca com manteiga e sal (pegava extra) e um tablete de chocolate Talento – uma mordida no chocolate, uma mão de pipoca. Repetir a operação. Saudades pipocas do Cinemark. E também: brigadeiro, depois coxinha, brigadeiro, depois empadinha, hummmm.
#2 A única viagem “a trabalho” que fiz até hoje foi para a Rocinha
Quando trabalhava para a Info (edit: só percebi depois o quanto tenho curiosidades relacionadas com essa fase da minha vida curricular rs), a gente recebeu convite de uma grande agência de publicidade que atendia a Google e a diretora de redação decidiu me enviar para escrever uma matéria para a revista. Uau! Me senti mega importante, ia viajar de avião e fazer um bate-volta do Rio para uma matéria. Naquela época, a Google estava (finalmente) mapeando as vielas da comunidade da Rocinha para que ela fosse incluída no Google Maps – e isso era uma grande evolução, pois na comunidade não era possível saber onde ficava rua tal, número tal – não existia (e não sei se até hoje existe) essa formalidade nas residências que tinham ali, é como se a prefeitura não as reconhecesse no mapa (vê se pode!) para receber encomendas ou Correios as pessoas tinham que pedir para enviar apenas em determinados locais. E pra ajudar a empresa nessa operação, eles precisaram contar com os próprios moradores locais, recrutando os jovens a partir de um projeto social em parceria com uma ONG (ô gente, tem portfólio disso mas não vou lembrar nomes, não).
Enfim: foi um baita aprendizado, uma matéria que me ensinou muito e inclusive me fez melhorar a minha escrita e edição – além de ter sido mais um choque de realidade sobre a nossa sociedade e sobre como as comunidades do Rio merecem ter suas vielas e casas reconhecidas e suas histórias respeitadas.
#3 Já fui mordida por uma égua
Meus avós maternos e minha mãe e irmãos foram criados na roça, e lá eu passava vários dias nas férias e o ano novo. Eu tinha 4 ou 5 anos quando fui com um primo meu oferecer milho para a égua do meu avô (que frase estranha). Tava tudo lindo, tudo legal, até que a bichinha ficou brava e MUAC, me deu um morbeijo. Depois minha mãe comentava que ela provavelmente ficou arisca porque ela estava com filhotinho. Coitada, a bichinha no puerpério e a criança pentelha indo lá encher o saco (hoje em dia, mais do que nunca, eu te entendo demais, eguinha pocotó #RIP). A humilhação ainda veio depois, porque pra chegar até a égua a gente teve que passar por baixo de uma cerca de arame. E a cena comigo chorando e tentando atravessar a cerca de volta até hoje é a minha maior lembrança. Foi uma correria depois pro hospital. Sustinho nos pais kkkkiii.
Não precisei levar ponto, tenho a cicatriz na bochecha até hoje, mas ela é bem disfarçadinha e parece uma covinha. hihi
(nossa amizade resistiu a esse baque e logo nas próximas férias eu montei nela)
#4 Já quase quebrei minha bunda num trenó
Meu marido me deve uma reconstrução bundal depois disso. Alugamos um trenó desses de madeira pra brincar na neve em uma viagem que fizemos para Seefeld in Tirol (lugar onde ele ficou “confinado” para estudar holandês antes de nos mudarmos pra cá), e ele teve a ge-ni-al ideia de descermos juntos tipo cavalinho. O morrinho de neve nem era tão alto, o problema é que chegando ali embaixo tinha uma “lombada”. Um trenó pesado com 2 adultos, uma lombada no meio do caminho (no meio do caminho tinha uma lombada), e você já imagina onde isso foi dar. Passamos pela lombada tipo carro véio em estrada esburacada. Minha bunda descolou do trenó e bateu com tudo na madeira. Eu jurava que tinha quebrado meu coxc, cocs, crocs…cóccix! É uma sensação que não desejo pra ninguém, porque parece que a gente tá cagando o tempo todo de tanta dor (desculpa os detalhes aí). Nem preciso me estender mais nisso: levantei, fui voltando andando devagarinho com as perninhas duras pro hotel ali em frente e nem olhei pra trás.
#6 E, aliás, falando em quebrar a bunda: já quase quebrei meu nariz batendo a cara no vidro… No trabalho
Foi dolorido, foi barulhento, e até hoje meu nariz é meio torto por causa disso. Eu trabalhava na Uber quando isso aconteceu, era uma fase em que eu ainda era até meio insegura profissionalmente porque tinha acabado de me mudar para a Holanda e precisei “recomeçar” a carreira quase do zero.
E nesse dia fatídico eu tava trabalhando numa área que era dividida por uma paredona e uma porta grande de vidro de dois lados, de um lado uma área com poltronas, do outro era a escada e uma mini-cozinha onde o pessoal as vezes sentava e até se reunia. Eu tava na poltrona do outro lado. Essa porta sempre ficava aberta de um determinado lado, mas naquele dia, por algum fucking motivo, trocaram os lados da porta (tipo, a porta da direita que ficava aberta eles fecharam, e deixaram só o lado esquerdo, sabe?). E pra não dizer que fui a única: vi umas três pessoas caminhando ali distraídas e batendo no vidro, mas nenhuma delas teve a mesma dedicação que euzinha.
Eu tinha acabado de comer um lanchinho, e do nada quis levantar e andar bem rapidinho até a cozinha pra jogar o prato de papel fora e depois ir pra uma reunião. Levantei decididíssima rapidíssima desfilando e olhando para baixo. Soquei a cara com gosto no vidro que até hoje deve estar tremendo. Fez um baita barulhão, um monte de gente que estava naquela cozinha do outro lado parou pra olhar. Depois eu fui até o banheiro e vi que meu nariz sangrou. Ficou roxo e inchado por dias…E aí hoje tem um ossinho que nunca voltou pro lugar. Fui no médico? Lógico que não (tô na Holanda, gente! kkkk). Interessante que ali sempre tinha gente limpando, mas a marca da cara espatifada ficou ali por uns dias. HAHAH
#6 Eu amo editar vídeos desde a adolescência
É claro que a paixão por criar vídeos e o fato de ter um canal hoje em dia se deve a isso. Fui apresentada a uma ferramenta de edição de vídeo quando estava no 3º colegial, e desde lá adorei usar essa habilidade e essa criatividade em trabalhos da escola e faculdade, onde tive ainda mais aulas sobre isso.
Uma vez eu e meu grupo levamos um 10 por termos produzido uma versão de “Casos de Família” com a história de Dom Casmurro. No programa, a Capitu reclamava que os ciúmes de Bentinho estavam acabando com o relacionamento deles. Tem também a vez em que interpretei uma professora louca num trabalho sobre o novo acordo ortográfico e, mais tarde, o TCC que meus colegas e eu fizemos foi um documentário sobre Alto Paraíso de Goiás, com história dos moradores e a relação deles com o tema “Fim Do Mundo” (era 2012! Alguém lembra dessa pira com fim do mundo naquele ano?). Ganhamos o prêmio de melhor TCC naquele ano e foi o melhor jeito de concluir a graduação.
Falando em adolescência, eu fui o meio termo entre nerdoca e emo (mas eu detestava os emo por causa da modinha – que chata!): Tibia, Ragnarok, GunBound. QUE SAUDADE desses jogos. Em 2024 eu recuperei esse meu lado gamer viciando em Stardew Valley – sério, que jogo maravilhoso, meu pai! Essa vibe meio tech é o que me levou a, mais tarde, trabalhar na Info – que até hoje foi meu “emprego dos sonhos de adolescente” também e é uma pena que tenha sido uma fase tão curta (embora os amigos tenham permanecido até hoje num chat meio inativo)
#7 Eu já fiz teatro
Fiz um certo tempinho de teatro na adolescência e isso foi bom demaaais para destravar algumas coisas que até hoje me ajudam a ser mais “pra frentex” pra lidar com situações na vida e no trabalho. Não que eu fosse uma criança tímida nem nada, mas essa coisa da “coragem de se expor” acho que veio desde lá, e felizmente é o que me ajudou bastante na desenvoltura pra conseguir trabalhos, mudar de país, desbravar outras culturas, etc. Recomendo, inclusive!
#8 Sou alérgica a vários remédios (AINEs)
Dipirona, Diclofenaco, Ibuprofeno, Acetilcisteína…Os melhores remédios para gripe e dor me causam reação. Esses remédios são os chamados não-esteroidais (AINEs, ou NSAIDS em inglês). Tenho coceira e inchaço nos olhos e hoje em dia só tomo Paracetamol (1000mg para cima pra fazer efeito). E o pior é que não entendo muito bem como aconteceu, mas acho que foi depois de ter começado a tomar anticoncepcional que essas reações começaram, porque antes eu sempre pude tomar dipirona para dores de cabeça e cólica. Eu “chupava” AAS, sabe…Amava tomar Cataflan infantil. Poxa.
#9 Uma vez fiquei numa lista da Globo dos jornalistas mais premiados do país (bem láaa embaixão – mas, e daí?! Vale! hehe), e pelo meu trabalho num… BLOG!
Isso também é daquelas coisas que eu guardo numa caixinha dentro do coração e das conquistinhas de carreira. Ganhei – junto com mais um colega e meu editor – o Prêmio Abril de Jornalismo das mãos de Caco Antibes (digo, Miguel Falabella!) pelo conteúdo que postávamos no blog chamado Download da Hora. Eu era estagiária na Info (depois de ter sido freelancer também um tempo) e escrevia sobre aplicativos, testava programas de computador, fazia tutoriais e avaliações em geral. Foi um momento canônico porque além de tudo meu estágio já tinha acabado, eu tinha me mudado para São José dos Campos pois a Editora Abril não tinha vaga para me “efetivar” depois de formada. Só que… Não sei se foi bem esse prêmio, mas um tempo depois eu fui convidada pela diretora para uma vaga de Repórter Pleno na redação. A contratação foi imediata e foi outra virada (além da bolsa de estudos para a faculdade) que transformou toda uma etapa da minha vida.
(boatos de que estou há meses vasculhando meu email atrás da foto do prêmio e não achei, mas ele tá lá em casa, mais pesado que um Oscar)
#10 Meu marido e eu estudamos juntos na primeira série, e a gente não lembrava disso quando se (re-)conheceu e depois viu essa foto:

(edit: da direita para esquerda, ele é a quinta criança e eu a sétima)
Aaaaaai que fofinhos!
Cidade pequena tem dessas, né?! Inclusive, a mãe dele é professora (assim como a minha) e chegou a me dar aulas de português no colegial. A gente não se reconhecia por esses fatores – ficamos juntos muitos anos depois porque na época um primo meu namorou a irmã dele – e também foi quando lembrei dessa foto da infância do único momento em que estudamos na mesma escola (em outros anos ele foi para outras escolas particulares e eu me formei integralmente na rede pública).
Curiosidade extra #11: por coincidência, eu recebi essa exata foto por Instagram de um ex-colega da escola. E eu agradeço muito a ele porque eu tinha perdido ela!
E uns anos atrás essa outra raridade foi encontrada e postada por ele:


