Aproveitar a minha entrada no Entreblogs pra fazer uma coisinha gostosa de blog que é seguir uma “corrente”. rs Veja mais posts sobre o tema #14 do mês de junho da blogagem coletiva aqui. E bora partir pra lista logo porque eu já escrevi demais:
#1 Eu gosto de comer o doce antes do salgado
Segundo meu marido, eu conto isso com maior orgulho, mas não é nada de mais! Haha Eu não sou de comer sobremesa, nunca fui acostumada com isso e até hoje minha preferência é pelos salgados. Porémmm, quando eu como algo doce, logo depois me vem uma vontade doida de comer coisas salgadas. Inclusive, uma das coisas favoritas que eu amava fazer nos cinemas do Brasil era pedir pipoca com manteiga e sal (pegava extra) e um tablete de chocolate Talento – uma mordida no chocolate, uma mão de pipoca. Repetir a operação. Saudades pipocas do Cinemark. E também: brigadeiro, depois coxinha, brigadeiro, depois empadinha, hummmm.
#2 A única viagem “a trabalho” que fiz até hoje foi para a Rocinha
Quando trabalhava para a Info (edit: só percebi depois o quanto tenho curiosidades relacionadas com essa fase da minha vida curricular rs), a gente recebeu convite de uma grande agência de publicidade que atendia a Google e a diretora de redação decidiu me enviar para escrever uma matéria para a revista. Uau! Me senti mega importante, ia viajar de avião e fazer um bate-volta do Rio para uma matéria. Naquela época, a Google estava (finalmente) mapeando as vielas da comunidade da Rocinha para que ela fosse incluída no Google Maps – e isso era uma grande evolução, pois na comunidade não era possível saber onde ficava rua tal, número tal – não existia (e não sei se até hoje existe) essa formalidade nas residências que tinham ali, é como se a prefeitura não as reconhecesse no mapa (vê se pode!) para receber encomendas ou Correios as pessoas tinham que pedir para enviar apenas em determinados locais. E pra ajudar a empresa nessa operação, eles precisaram contar com os próprios moradores locais, recrutando os jovens a partir de um projeto social em parceria com uma ONG (ô gente, tem portfólio disso mas não vou lembrar nomes, não).
Enfim: foi um baita aprendizado, uma matéria que me ensinou muito e inclusive me fez melhorar a minha escrita e edição – além de ter sido mais um choque de realidade sobre a nossa sociedade e sobre como as comunidades do Rio merecem ter suas vielas e casas reconhecidas e suas histórias respeitadas.
#3 Já fui mordida por uma égua
Meus avós maternos e minha mãe e irmãos foram criados na roça, e lá eu passava vários dias nas férias e o ano novo. Eu tinha 4 ou 5 anos quando fui com um primo meu oferecer milho para a égua do meu avô (que frase estranha). Tava tudo lindo, tudo legal, até que a bichinha ficou brava e MUAC, me deu um morbeijo. Depois minha mãe comentava que ela provavelmente ficou arisca porque ela estava com filhotinho. Coitada, a bichinha no puerpério e a criança pentelha indo lá encher o saco (hoje em dia, mais do que nunca, eu te entendo demais, eguinha pocotó #RIP). A humilhação ainda veio depois, porque pra chegar até a égua a gente teve que passar por baixo de uma cerca de arame. E a cena comigo chorando e tentando atravessar a cerca de volta até hoje é a minha maior lembrança. Foi uma correria depois pro hospital. Sustinho nos pais kkkkiii.
Não precisei levar ponto, tenho a cicatriz na bochecha até hoje, mas ela é bem disfarçadinha e parece uma covinha. hihi
(nossa amizade resistiu a esse baque e logo nas próximas férias eu montei nela)
#4 Já quase quebrei minha bunda num trenó
Meu marido me deve uma reconstrução bundal depois disso. Alugamos um trenó desses de madeira pra brincar na neve em uma viagem que fizemos para Seefeld in Tirol (lugar onde ele ficou “confinado” para estudar holandês antes de nos mudarmos pra cá), e ele teve a ge-ni-al ideia de descermos juntos tipo cavalinho. O morrinho de neve nem era tão alto, o problema é que chegando ali embaixo tinha uma “lombada”. Um trenó pesado com 2 adultos, uma lombada no meio do caminho (no meio do caminho tinha uma lombada), e você já imagina onde isso foi dar. Passamos pela lombada tipo carro véio em estrada esburacada. Minha bunda descolou do trenó e bateu com tudo na madeira. Eu jurava que tinha quebrado meu coxc, cocs, crocs…cóccix! É uma sensação que não desejo pra ninguém, porque parece que a gente tá cagando o tempo todo de tanta dor (desculpa os detalhes aí). Nem preciso me estender mais nisso: levantei, fui voltando andando devagarinho com as perninhas duras pro hotel ali em frente e nem olhei pra trás.
#6 E, aliás, falando em quebrar a bunda: já quase quebrei meu nariz batendo a cara no vidro… No trabalho
Foi dolorido, foi barulhento, e até hoje meu nariz é meio torto por causa disso. Eu trabalhava na Uber quando isso aconteceu, era uma fase em que eu ainda era até meio insegura profissionalmente porque tinha acabado de me mudar para a Holanda e precisei “recomeçar” a carreira quase do zero.
E nesse dia fatídico eu tava trabalhando numa área que era dividida por uma paredona e uma porta grande de vidro de dois lados, de um lado uma área com poltronas, do outro era a escada e uma mini-cozinha onde o pessoal as vezes sentava e até se reunia. Eu tava na poltrona do outro lado. Essa porta sempre ficava aberta de um determinado lado, mas naquele dia, por algum fucking motivo, trocaram os lados da porta (tipo, a porta da direita que ficava aberta eles fecharam, e deixaram só o lado esquerdo, sabe?). E pra não dizer que fui a única: vi umas três pessoas caminhando ali distraídas e batendo no vidro, mas nenhuma delas teve a mesma dedicação que euzinha.
Eu tinha acabado de comer um lanchinho, e do nada quis levantar e andar bem rapidinho até a cozinha pra jogar o prato de papel fora e depois ir pra uma reunião. Levantei decididíssima rapidíssima desfilando e olhando para baixo. Soquei a cara com gosto no vidro que até hoje deve estar tremendo. Fez um baita barulhão, um monte de gente que estava naquela cozinha do outro lado parou pra olhar. Depois eu fui até o banheiro e vi que meu nariz sangrou. Ficou roxo e inchado por dias…E aí hoje tem um ossinho que nunca voltou pro lugar. Fui no médico? Lógico que não (tô na Holanda, gente! kkkk). Interessante que ali sempre tinha gente limpando, mas a marca da cara espatifada ficou ali por uns dias. HAHAH
#6 Eu amo editar vídeos desde a adolescência
É claro que a paixão por criar vídeos e o fato de ter um canal hoje em dia se deve a isso. Fui apresentada a uma ferramenta de edição de vídeo quando estava no 3º colegial, e desde lá adorei usar essa habilidade e essa criatividade em trabalhos da escola e faculdade, onde tive ainda mais aulas sobre isso.
Uma vez eu e meu grupo levamos um 10 por termos produzido uma versão de “Casos de Família” com a história de Dom Casmurro. No programa, a Capitu reclamava que os ciúmes de Bentinho estavam acabando com o relacionamento deles. Tem também a vez em que interpretei uma professora louca num trabalho sobre o novo acordo ortográfico e, mais tarde, o TCC que meus colegas e eu fizemos foi um documentário sobre Alto Paraíso de Goiás, com história dos moradores e a relação deles com o tema “Fim Do Mundo” (era 2012! Alguém lembra dessa pira com fim do mundo naquele ano?). Ganhamos o prêmio de melhor TCC naquele ano e foi o melhor jeito de concluir a graduação.
Falando em adolescência, eu fui o meio termo entre nerdoca e emo (mas eu detestava os emo por causa da modinha – que chata!): Tibia, Ragnarok, GunBound. QUE SAUDADE desses jogos. Em 2024 eu recuperei esse meu lado gamer viciando em Stardew Valley – sério, que jogo maravilhoso, meu pai! Essa vibe meio tech é o que me levou a, mais tarde, trabalhar na Info – que até hoje foi meu “emprego dos sonhos de adolescente” também e é uma pena que tenha sido uma fase tão curta (embora os amigos tenham permanecido até hoje num chat meio inativo)
#7 Eu já fiz teatro
Fiz um certo tempinho de teatro na adolescência e isso foi bom demaaais para destravar algumas coisas que até hoje me ajudam a ser mais “pra frentex” pra lidar com situações na vida e no trabalho. Não que eu fosse uma criança tímida nem nada, mas essa coisa da “coragem de se expor” acho que veio desde lá, e felizmente é o que me ajudou bastante na desenvoltura pra conseguir trabalhos, mudar de país, desbravar outras culturas, etc. Recomendo, inclusive!
#8 Sou alérgica a vários remédios (AINEs)
Dipirona, Diclofenaco, Ibuprofeno, Acetilcisteína…Os melhores remédios para gripe e dor me causam reação. Esses remédios são os chamados não-esteroidais (AINEs, ou NSAIDS em inglês). Tenho coceira e inchaço nos olhos e hoje em dia só tomo Paracetamol (1000mg para cima pra fazer efeito). E o pior é que não entendo muito bem como aconteceu, mas acho que foi depois de ter começado a tomar anticoncepcional que essas reações começaram, porque antes eu sempre pude tomar dipirona para dores de cabeça e cólica. Eu “chupava” AAS, sabe…Amava tomar Cataflan infantil. Poxa.
#9 Uma vez fiquei numa lista da Globo dos jornalistas mais premiados do país (bem láaa embaixão – mas, e daí?! Vale! hehe), e pelo meu trabalho num… BLOG!
Isso também é daquelas coisas que eu guardo numa caixinha dentro do coração e das conquistinhas de carreira. Ganhei – junto com mais um colega e meu editor – o Prêmio Abril de Jornalismo das mãos de Caco Antibes (digo, Miguel Falabella!) pelo conteúdo que postávamos no blog chamado Download da Hora. Eu era estagiária na Info (depois de ter sido freelancer também um tempo) e escrevia sobre aplicativos, testava programas de computador, fazia tutoriais e avaliações em geral. Foi um momento canônico porque além de tudo meu estágio já tinha acabado, eu tinha me mudado para São José dos Campos pois a Editora Abril não tinha vaga para me “efetivar” depois de formada. Só que… Não sei se foi bem esse prêmio, mas um tempo depois eu fui convidada pela diretora para uma vaga de Repórter Pleno na redação. A contratação foi imediata e foi outra virada (além da bolsa de estudos para a faculdade) que transformou toda uma etapa da minha vida.
(boatos de que estou há meses vasculhando meu email atrás da foto do prêmio e não achei, mas ele tá lá em casa, mais pesado que um Oscar)
#10 Meu marido e eu estudamos juntos na primeira série, e a gente não lembrava disso quando se (re-)conheceu e depois viu essa foto:

(edit: da direita para esquerda, ele é a quinta criança e eu a sétima)
Aaaaaai que fofinhos!
Cidade pequena tem dessas, né?! Inclusive, a mãe dele é professora (assim como a minha) e chegou a me dar aulas de português no colegial. A gente não se reconhecia por esses fatores – ficamos juntos muitos anos depois porque na época um primo meu namorou a irmã dele – e também foi quando lembrei dessa foto da infância do único momento em que estudamos na mesma escola (em outros anos ele foi para outras escolas particulares e eu me formei integralmente na rede pública).
Curiosidade extra #11: por coincidência, eu recebi essa exata foto por Instagram de um ex-colega da escola. E eu agradeço muito a ele porque eu tinha perdido ela!
E uns anos atrás essa outra raridade foi encontrada e postada por ele:


3 comentários
Quanta coisa te aconteceu! Adorei suas curiosidades e eu vou te contar que também gosto de comer tudo misturado. Acabei de comer um chocolate antes de jantar kkkkk
Bunda quebrada, mordida de égua rs socorro!
Adorei conhecer um pouco de você por aqui! E parabéns pelo prêmio!
Um beijo
Quanta nostalgia, além de todas as curiosidades, algumas que eu sabia e ler um texto em um blog!! O coração Millenium chega derrete
Vem pros blogs também, amiga, vem vem vem!!!