
Nas bagunças dos lençóis escuto o Francisco dar a choradinha matinal pedindo o mamá pré-café-da-manhã. É sexta-feira Santa, dia de viagem de carro, e também o terceiro ou quarto dia em que ele apresenta febre, mesmo estando ativo e de bom humor.
… e ainda: a quarta ou quinta vez que fica doente em menos de 2 meses. Justamente por isso e pela luta anterior que tivemos com os médicos holandeses, decidimos ligar para os plantonistas para “desencargo de consciência” e depois falamos com a assistente da nossa médica de família:
– É normal em quadro viral o bebê apresentar febre por dias – foi o que disseram.
Como não víamos outros sinais visíveis de problemas ainda – como desidratação, apatia, etc. e ele estava animado e brincando normal – resolvemos medicar para a febre e seguir com o plano.
[O ranço que temos com a medicina daqui é histórica, por isso não vou me estender aqui nesse assunto, deixa pra depois].
De qualquer forma, chegamos a Paris!
Depois de praticamente um dia todo de viagem, tivemos tempo de chegar no Airbnb, dar o banho e servir uma janta sem vergonha para o mini querido, conversar com a família e dormir, pois o dia seguinte seria de passeio.
Mas aí, chegou o dia seguinte e, adivinha?! Na hora do almoço, quando paramos em um Starbucks para dar a marmita do pequeno, percebemos que o ouvido dele tinha começado a vazar. Além do pânico, veio a culpa por não ter insistido ainda mais em ele ser visto por uma médica (essa foi a segunda vez que disseram não ter necessidade de avaliá-lo, aliás). A melhor alternativa que encontramos foi a de ir até uma farmácia, mostrar a foto da orelhinha dele e ver o que recomendavam. A farmacêutica mal olhou a foto e já nos direcionou para a urgência: tinha uma clínica dessas privadas – e que atendem turistas – logo ali perto, e foi para lá que corremos.
Tivemos a sorte do meu cunhado falar francês, para agilizar o processo e explicar todo o caso quando chegamos no atendimento. Resumo da ópera: o Francisco provavelmente estava mesmo com otite e teria que tomar antibiótico por 10 dias, além do remedinho para o ouvido e Paracetamol para a febre.
Daí pra frente foi só…para frente! Apesar de não gostar de ter que ficar dando remédio o tempo todo para crianças, ficou beeeem óbvio que só sendo medicado dessa forma ele ia melhorar.
Conseguimos seguir o cronograma de passear em Paris por 3 dias inteiros e 2 dias de parques da Disney. Como quase todo mundo da família já tinha estado nessa cidade pelo menos uma vez, o programa foi bem flexível e não ficamos presos em visitar ponto A ou ponto B com horário fixo e nem com qualquer lógica de roteiro.
Agora, sim, um pouco de lazer
Um dos grandes destaques do passeio “pascal” foi termos visitado a Sacre Coeur, aquela igreja que fica bem numa parte alta com uma vista maravilhosa de Paris. Aquela área de Montmartre também é fofíssima para caminhar e tirar umas fotos, além de ali perto ter o famoso café do filme da Amelie Poulain.
Aliás, dica se algum dia você for visitar a basílica: se subir muita escada for difícil ou se você estiver com bebê/ carrinho, etc., suba o morro pelas ruas em volta dela. A caminhada vai ser maior do que ir direto por várias escadas, mas você vai poupar um mal estar chegando lá em cima (ainda mais se o clima estiver quente). Falo isso por experiência não-tão-própria pois alguém passou mal lá de cima por ter subido as escadas rápido demais e carregando peso. Pelo menos passou mal com uma vista bonita lá de baixo. Rs







Outro momento gostosinho de curtir foi ficar no parque bem embaixo Torre Eiffel com meus cunhados e sobrinho enquanto parte da família subia na torre. Rendeu fotos fofíssimas dos priminhos enquanto eles brincavam e tomamos um vinho enquanto esperávamos o pessoal (no fim foi tão demorado que fomos antes para o próximo destino).




Também passamos pela Champs Elysées (bem rapidinho mesmo), comemos a famosa sopa de cebola no Les Philosophes e andamos pelo bairro fofinho chamado Le Marais.
Dica: para quem gosta de lojas “vintage fashion” – vulgo brechó – esse bairro é uma parada obrigatória! E tem também umas lojas de roupas bem legais por lá.
E por falar em moda: lá eu visitei o “outlet” de uma marca que eu amo: Sézane. Geralmente me dou ao luxo de comprar deles 1 ou 2 vezes ao ano quando eles entram em “Archives” – uma espécie de liquidação deles.
De resto foi bater perna mesmo e fugir um pouco da multidão, pois Paris estava lo-ta-da (ao ponto de ser impossível entrar na Notre Dame, que tinha fila quilométrica).
Finalizamos com os últimos dois dias de férias de Páscoa nos parques da Disney, com destaque para o brinquedo novo da Frozen, que gera fila de horas (conseguimos filas menores com baby swap) e a atração do Ratatouille, animação que se passa na própria Paris.




Apesar da chegada caótica com um neném doente, deu tudo certo e pela primeira vez os três primos (um que mora no Brasil, um de Luxemburgo e o Francisco) estiveram juntos, e isso é bem raro!
Em breve posso contar mais sobre outras viagens. 2026 está um pouco atípico nesse primeiro semestre devido a várias visitas que recebemos e à inquietação do meu marido, que ama viajar e resolveu aproveitar todos os únicos feriados na Holanda para “fugir” daqui.
Até já!
